
Nesta semana, o Governo Federal lançou o Programa Habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, para a construção de residências populares em todo Brasil, nos próximos dois anos. Visando resolver problemas de moradia em grandes cidades, a região Sudeste receberá os maiores investimentos.
O governo quer construir 1 milhão de moradias em cidades com mais de 100 mil habitantes, que estão em regiões metropolitanas ou capitais. Das mais de 5.000 cidades brasileiras, 573 se enquadram nesse perfil (
FOLHA). A região Sudeste será a mais beneficiada, com 37% das casas a serem construídas (363.984 unidades) (
JB).
A cidade de São Paulo possui na Região do Centro Expandido, cerca de 400 mil imóveis abandonados e que poderiam ser utilizados para moradia (
NOSSA SÃO PAULO). Esses imóveis, quando ocupados, servem de abrigo para famílias sem-teto e que vivem em condições sub-humanas.
Aos poucos a prefeitura de São Paulo vem desapropriando alguns imóveis para a construção de “obras úteis”, como no caso dos Edificios São Vito e Mercúrio, no Bairro do Brás, centro de São Paulo. Após a demolição destes prédios, será construído um estacionamento e uma praça (
CENTRO VIVO).
A desapropriação do São Vito, começou na gestão de Marta Suplicy (PT) e fazia parte do projeto “Viva Centro”, que visava várias intervenções no centro de São Paulo, como revitalização dos espaços públicos e a reforma e ocupação dos imóveis abandonados.
Em entrevista à Rádio Jovem Pan, na ultima quarta-feira (27), a Ministra Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff (PT), declarou que o governo construirá se possível, as casas em terrenos próximos ao centro da cidade. Não sendo possível, o projeto incluirá redes de transporte coletivo que resolverão o problema.
Claro que a Ministra foi generalista ao falar sobre o programa, mas é importante ressaltar alguns pontos sobre a cidade de São Paulo:
A cidade situa-se na região que receberá o maior número de residências;
É a maior e mais importante cidade do Brasil;
Não possui terrenos em zonas centrais;
No centro, a oferta de transporte público (metrô e ônibus) e maior em relação à periferia;
Possui imóveis abandonados em regiões estratégicas e que não possuem um plano de ação para a resolução do problema;
Já foi administrada por uma prefeita do mesmo partido do atual Presidente da República e que também estava preocupada com as moradias populares.
Quero deixar minhas perguntas:
O projeto é adaptável à realidade de cada município? Como o projeto resolverá a questão da moradia em São Paulo? Lula e Dilma usarão os ideais do “Viva Centro”? Serão usados os imóveis centrais para moradia ou as casas serão construídas nos terrenos periféricos? Haverá transporte público para essas regiões? Que transporte será esse? Metrô, trem ou ônibus? Quem vai planejar e executar as obras desse transporte: Governo Federal, Estadual ou Municipal?
Quem souber a resposta, por favor comenta aí.
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